segunda-feira, 18 de outubro de 2010

CONHEÇA MAIS SOBRE O PANTANAL -PATRIMÔNIO NATURAL DA HUMANIDADE E RESERVA DA BIOSFERA.

(Fonte: Folha Online)

O Pantanal ocupa territórios de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Em 1977, com a separação, Mato Grosso do Sul ficou com dois terços de sua área. São 89.318 km² de planície alagada por 175 rios que formam a Bacia do Rio Paraguai, onde se abrigam 650 espécies diferentes de pássaros, 300 de peixes, 167 de répteis, 35 de anfíbios, além de 95 de mamíferos. Em um simples passeio a pé, a cavalo ou de barco, é possível avistar jacarés, capivaras tamanduás e veados convivendo em harmonia com milhares de pássaros como tuiuiús, araras azuis, tucanos e ariranhas. Esse ecossistema é ainda mais rico em microelementos e insetos.

Considerado Patrimônio Natural da Humanidade e reserva da Biosfera pela Unesco, o Pantanal chama a atenção do mundo inteiro não só por suas belas paisagens, mas pela riqueza de seus ecossistemas e de sua biodiversidade, formados por três outros biomas: Cerrado, Chaco Boliviano-Paraguaio e Floresta Amazônica, contando ainda com a presença de espécies da Caatinga.

Através dos anos, a população pantaneira foi aprendendo a conviver harmoniosamente com a sua privilegiada natureza. Inicialmente, com as lições dos povos indígenas, depois, com o desenvolvimento de uma consciência ecológica que permeou toda a cultura regional.

Para o pantaneiro e escritor corumbaense Augusto César Proença, "No Pantanal tudo depende das águas. São elas que condicionam os diversos tipos de vida, levam o homem a ter necessidade de mudanças nas grandes enchentes, modificam os solos, obrigam certas aves a migrar para outros lugares do planeta, empurrando o gado para cima das cordilheiras, quebram a monotonia da planície, ilhando muitas fazendas, obrigando ao emprego de canoas que substituem os cavalos para conduzir a criação aos lugares mais altos e, portanto, livres do desespero das águas. Quem vive no Pantanal e dele depende sabe o quanto é difícil adaptar-se a essa natureza insconstante e até certo ponto bravia. Paga a sua cota de provação e, sobretudo, tem que se sujeitar aos caprichos tão repentinos e imprevisíveis das águas, que muitas vezes exageram em transbordar".

Fauna e Flora

É no Pantanal que vive o maior felino brasileiro, a onça-pintada. Nos rios, baías e lagos é vasta a quantidade de peixes, moluscos, crustáceos e anfíbios. Tamanduás-bandeira e tamanduás-mirins, caxinguelês, quatis, cotias, pacas, lagartos, tatus, porcos-do-mato, queixadas e ariranhas. Há centenas de tipos de aves e peixes na região. Outros animais que vivem nesse habitat são as lontras, antas, jaguatiricas, gatos-do-mato, cachorro-vinagre, lobo-guará e cervo-do-pantanal. Na região também há morcegos, rato-do-cerrado e macacos, principalmente bugios, macacos-prego e sagüis. Ainda flamingos, biguás, socós, garças, patos, marrecos e jaburus. É grande a quantidade de espécies de formigas, cupins, aranhas e mosquitos.

O Pantanal Mato-Grossense apresenta-se como uma das mais importantes regiões do mundo, relacionadas à manutenção da avifauna. Sua grande diversidade de espécies e habitat, faz dele um rico e importante local para o desenvolvimento deste tipo de fauna, apresentando vasta oferta de alimentos, abrigo e locais para reprodução. A diversidade da fauna do Pantanal é muito grande, apresentando, segundo especialistas, aproximadamente 90 espécies de mamíferos, 700 de aves, 160 de répteis, 260 de peixes e 45 de anfíbios.

Neste ecossistema, são encontradas várias espécies da fauna, típicas de seus biomas vizinhos, como o Cerrado e a Amazônia, sendo considerada uma das mais importantes regiões do mundo para aves aquáticas, atraindo aves migratórias da região temperada. Os tuiuiús Jabiru mycteria, os biguás Phalacrocorax brasilianus, garças, colhereiros Platalea leucorodia, patos das mais variadas espécies, araras, como a arara-azul

Anodorhynchus hyacinthinus, e papagaios são facilmente observados na região.

O regime de cheias e vazantes e a alta disponibilidade de alimentos faz da região do Pantanal um importante local de alimentação, descanso e reprodução para muitas espécies, constituindo-se assim, um singular sítio de biodiversidade. Nos rios, baías e lagoas são encontradas cerca de 230 espécies de peixes, dentre as quais se destacam a piranha, o pintado, o pacu, o curimbatá e o dourado.

Parque Nacional Patrimônio Natural da Humanidade

O Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense (PNPM) foi criado em 1981 por meio do Decreto número 86.392, que tem como objetivos proteger e preservar amostras de ecossistemas pantaneiros, bem como sua biodiversidade, mantendo o equilíbrio dinâmico e a integridade ecológica dos ambientes contidos no Parque.
O Pantanal representa o elo de ligação entre o cerrado, no Brasil Central, o chaco, na Bolívia e Paraguai, e a região amazônica, ao norte. O reconhecimento internacional da grande importância que a região pantaneira representa na preservação da biodiversidade é demonstrado pelos títulos que lhe foram conferidos, como por exemplo:

Reserva da Biosfera Mundial: Título concedido pela Conferência da Organização das Nações Unidas para a Ciência e a Cultura (Unesco), ao Pantanal Mato-grossense, em 9 de novembro de 2000;

Patrimônio Natural da Humanidade: reconhecimento dado ao PNPM, também pela Unesco, em 29 de novembro de 2000;

Sítio Ramsar: O PNPM recebeu esse reconhecido em 24 de maio de 1993, pelo fato de conter uma das maiores concentrações de fauna do neotrópico, abrigando várias espécies de mamíferos, aves, répteis e peixes, ameaçadas de extinção.

O estado de Mato Grosso, onde está localizado o PNPM, possui áreas significativas, preservadas por meio de unidades de conservação federais como o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, Estação Ecológica da Serra das Araras, Estação Ecológica de Iquê, Estação Ecológica de Taiamã.

Pantanal é um espetáculo de vida

O turismo já é a terceira principal atividade econômica de Mato Grosso do Sul. Ecologia, pesca, eventos, patrimônio histórico, flora e fauna tornam o Estado potencial centro turístico. E o principal apelo da chamada indústria sem chaminé é o Pantanal, onde a vida faz o espetáculo.

Na Nhecolândia, a seis horas de carro de Campo Grande, está concentrada a porção mais rica em fauna do Pantanal. Por estar numa zona de baixo relevo e altitude, dezenas de rios confluem para essa área, formando lagos e vazantes que servem de bebedouros para os animais o ano todo, inclusive no período da seca, de junho a novembro.

Ao amanhecer, quando o céu explode em tons avermelhados e os pássaros saem dos ninhos e voam de um lado para outro em movimento sincronizado, é possível ter a dimensão da beleza desse importante ecossistema.

O Pantanal abriga 650 espécies diferentes de pássaros, 300 de peixes, 167 de répteis, 35 de anfíbios, além de 95 de mamíferos. Em um simples passeio a pé, a cavalo ou de barco, é possível avistar jacarés, capivaras tamanduás e veados convivendo em harmonia com milhares de pássaros como tuiuiús, araras azuis, tucanos e ariranhas. Esse ecossistema é ainda mais rico em microelementos e insetos, já tendo sido catalogadas, por exemplo, mais de mil espécies de borboletas.

Considerado Patrimônio Natural da Humanidade e reserva da Biosfera pela Unesco, o Pantanal chama a atenção do mundo inteiro não só por suas belas paisagens, mas pela riqueza de seus ecossistemas e de sua biodiversidade, formados por três biomas: Cerrado, Chaco Boliviano-Paraguaio e Floresta Amazônica, contando ainda com a presença de espécies da Caatinga.

O Pantanal é um dos mais delicados e valiosos patrimônios naturais do Brasil. A dinâmica que regula o ciclo das águas, a fauna e a flora pantaneira, comprova uma interdependência de vida. Basta que um elemento diferente interfira para que a cadeia se fragmente ou se modifique.

Através dos anos, a população local foi aprendendo a conviver harmoniosamente com a sua privilegiada natureza. Inicialmente, com as lições dos povos indígenas, depois, com o desenvolvimento de uma consciência ecológica que permeou toda a cultura regional. O Estado tem um extraordinário patrimônio hídrico, formado pelas bacias do rio Paraguai e do rio Paraná e pelo Aqüífero Guarani.

Corumbá é conhecida como a Capital do Pantanal e destaca-se no turismo de pesca às margens do rio Paraguai, que possui uma grande diversidade de espécies de peixes. Há ainda mergulhos, turismo contemplativo (Estrada Parque) e visitas às minas do Urucum, além de safári fotográfico, treking, passeios de barcos e a cavalo.

A abundância de animais faz da região do Pantanal um dos lugares mais propícios do Brasil para observação da flora, fauna e para a prática da pesca – permitida somente entre março e outubro. A área total é de 230 mil quilômetros quadrados, abrangendo 12 municípios dos Estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Ao Norte, estão as serras dos Paracis, Azul e do Roncador. A Leste, a Serra de Maracaju. Ao Sul, a Serra da Bodoquena.

*Corumbá fica no extremo Oeste do Brasil e, durante muito tempo, foi acessada quase que exclusivamente pelo rio Paraguai. Hoje, pode-se chegar até lá de carro, ônibus, trem, avião e, obviamente, de barco.
Principais pontos turísticos no Pantanal

Poconé

A cidade de Poconé fica a 100 quilômetros de Cuiabá e é um dos pontos de partida para quem pretende visitar o Pantanal mato-grossense. É por Poconé que os turistas chegam à rodovia Transpantaneira, que leva ao Porto Jofre. Saindo da cidade também é possível viajar pela MT-370, que vai até Porto Cercado. O acesso a Poconé é feito, por Cuiabá, seguindo por 11 quilômetros pela BR-070 e depois mais 89 quilômetros pela MT-060 em estrada asfaltada. A cidade possui um aeroporto para pequenas aeronaves.

Porto Jofre

O acesso a Porto Jofre é feito pela rodovia Transpantaneira, principal porta de entrada ao Pantanal. Ao percorrer a estrada é possível observar uma grande variedade de pássaros, de diversas espécies, além de muitos jacarés e capivaras que vivem nesse habitat. As aves que são mais vistas nessa localidade são, principalmente aquelas que se alimentam de peixes e moluscos, como o caso de tuiuiús, cabeças-secas, garças, baguaris, colhereiros, curicacas, gaviões, além de dezenas de aves migratórias que passam temporadas na região. Às margens da Transpantaneira encontram-se também muitas pousadas e hotéis-fazendas, desde os mais sofisticados aos mais rústicos.

Como chegar: de Poconé ao Porto Jofre são 149 Km por estrada de terra (Rodovia Transpantaneira).

Porto Cercado

Para chegar a Porto Cercado, o acesso é pela rodovia MT-370, saindo de Poconé. O local também é referência para a visitação ao Pantanal mato-grossense. No trajeto, é possível observar também uma série de animais característicos da fauna pantaneira, semelhante ao que é avistado na Transpantaneira. Dezenas de pontes sobre a planície alagada fazem parte do trajeto. Ao final está a Estância Ecológica Sesc Pantanal, que possui uma grande estrutura de lazer e hospedagem com trabalhos orientados para o desenvolvimento sustentável adequados à educação ambiental e pesquisa científica.

Na Estância Ecológica os turistas podem realizar passeios de barco pelos rios, baías e corixos, além de conhecer a vida do dia-a-dia do pantaneiro. Passeios de cavalo, pescaria e visita aos ninhais são alguns dos outros atrativos da região.

Como chegar: de Poconé a Porto Cercado são 43 Km por estrada de terra (MT-370).

Baías de Chacororé e Siá Mariana

As duas baías pantaneiras ficam no município de Barão de Melgaço (135 km de Cuiabá), que é a cidade mais pantaneira de Mato Grosso. A baía de Chacororé tem um diâmetro aproximado de 15 quilômetros, sendo que na época da cheia ela fica duas vezes maior que a baía de Guanabara. A baía de Siá Mariana também é um viveiro natural que atrai muitos turistas na época de pesca permitida. Para chegar às baías, o acesso pode ser pela rodovia BR-364 e em seguida pela MT-361, chegando em Barão de Melgaço. Outra alternativa, também por terra, é saindo de Cuiabá a passando por Santo Antônio de Leverger. Esse caminho é mais curto, mas deve ser feito na época da vazante, de julho a dezembro.

Aquidauana

Localizada no Pantanal Sul, Aquidauana é um autêntico paraíso povoado por exuberantes espécies da fauna e flora que se espalham por uma imensa planície inundável, formada por baías, colinas, cordilheiras, vazantes e corixos. É um dos portões de entrada para o lado Sul do Parque Nacional do Pantanal e tem localização privilegiada na região da Serra de Piraputanga. No século XVI, os espanhóis fundaram o povoado de Xaraés, que deu origem à cidade, às margens do Rio Aquidauana. Os índios da região chamam a planície local de Mar de Xaraés.

Miranda

Miranda é considerada o Portal do Pantanal Sul, visto que a grande planície alagadiça começa praticamente dentro da cidade. Desde a sua entrada, o turista já encontra uma flora tipicamente pantaneira nos dois lados da rodovia - assim como várias espécies da fauna, com destaque para as aves. E aí começam os atrativos colocados à disposição dos turistas, como áreas de camping, hotéis e pesqueiros.

Rio São Lourenço

No coração da região pantaneira, o rio tem pacus, pintados e cacharas. A pesca dos dourados com isca artificial é muito produtiva, principalmente nas galhadas. Convém contratar um guia que conheça bem os pontos menos freqüentados. A melhor época para a pesca é de julho a novembro.

Rio Paraguai

A espinha dorsal do Pantanal é o Rio Paraguai, que corta a região de norte a sul e recebe as águas dos rios Miranda, Aquidauana, Taquari e Cuiabá. De outubro a abril, as cheias fazem surgir enormes lagos, baías, braços de rio e corixos - canais de escoamento.

Instituto Luiz de Albuquerque

No museu podem-se encontrar animais empalhados, peças de várias tribos indígenas da região, sessões de artes plásticas e de artesanato em couro e barro, utensílios usados nas fazendas centenárias, objetos pessoais dos primeiros desbravadores do Pantanal e do Marechal Cândido Maria da Silva Rondon. O prédio de arquitetura francesa, construído em 1922 para abrigar um grupo escolar, foi restaurado para dar espaço, além do museu, a duas bibliotecas.

Forte Coimbra

Localizado numa área de difícil acesso - apenas avião ou barco chegam ao local - foi construído em 1775 para defender o território brasileiro contra as invasões espanholas. Foi cenário de batalhas também na época da Guerra do Paraguai. Tombado em 1975, hoje é sede da artilharia de costa da 18º Brigada de Infantaria de Fronteira do Exército.

Casario do Porto

Em 1814, o Porto foi o 3º maior da América Latina. Desembarcavam transatlânticos com mercadorias para compra e venda da Europa para o Brasil. Tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional em 1992, o cartão postal da cidade ainda guarda vestígios de um período de grande prosperidade. Os prédios abrigavam grandes empórios, 25 agências bancárias internacionais, curtumes e a primeira fábrica de gelo do Brasil. O prédio Wanderley Baís&Cia, construído em 1876, é um dos mais belos do porto. No local funciona hoje a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Turismo e a Fundação de Cultura do Pantanal. Outro casarão de igual valor arquitetônico é a casa Vasquez & Filhos, construída em 1909 pelo arquiteto italiano Martino Santa Lucci.

Forte Junqueira

Construído em 1871, logo após a Guerra do Paraguai, está localizado numa área privilegiada de onde se avista o Pantanal. Os 12 canhões fabricados na Inglaterra nunca foram usados. As paredes são de calcário e têm meio metro de espessura. O Forte, situado dentro do Quartel do 17º Batalhão de Caçadores, tem esse nome em homenagem a José Oliveira Junqueira, ministro da guerra na época de sua construção.

Estrada Parque

Podem-se ver, ao longo dos seus 120 Km e 87 pontes de madeira, aves, mamíferos e jacarés. Na Estrada Parque se encontra o Porto da Manga, que se destaca pela mostra maravilhosa da flora dos ipês, das bocaiúvas e animais vivendo em perfeito entrosamento. O acesso pode ser feito pela BR-262, a partir do Buraco das Piranhas, seguindo o sentido do Passo do Lontra; ou a partir de Corumbá, seguindo para Porto da Manga.
Ao Norte do Estado, Rio Verde, Coxim e Costa Rica oferecem opções de passeios ecológicos, pesca esportiva, safáris fotográficos ou de contemplação.

O tuiuiú é um dos símbolos do Pantanal. É a maior ave voadora do Brasil medindo um metro e pesando até oito quilos.

Considerado Patrimônio Natural Mundial e Reserva da Biosfera, o Pantanal é um ecossistema com cerca de 230 mil km² de extensão.

O maior mamífero da América do Sul vive no Pantanal. É a anta, que apesar de poder chegar a até 300 quilos, é uma excelente nadadora.

Uma infinidade de répteis vive no Pantanal, sendo o jacaré um dos mais conhecidos e numerosos.

É no Pantanal mato-grossense que vive o maior felino brasileiro, a onça-pintada.

Mais de 80 espécies de mamíferos vivem na planície alagada do Pantanal.

Nos rios, baías e lagos é vasta a quantidade de peixes, moluscos, crustáceos e anfíbios.

No Pantanal, milhares de espécies da fauna convivem em harmonia com uma flora exuberante.

A capivara é o maior roedor do mundo e vive em regiões alagadas, como o Pantanal. Ela pode chegar a até 80 quilos.

A fauna pantaneira é muito rica. Lá vivem, por exemplo, cerca de 650 espécies de aves.

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